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Fabiana Pinaffi, Advogado
Fabiana Pinaffi
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Yohanna Faria de Paula
Yohanna Faria de Paula
Comentário · há 10 anos
Meus pais se casaram na igreja muito novos, depois de anos de casamento fui concebida. Aos 3 anos passei a morar com meus avós, meu pai se quer ia me ver, minha mãe mandava dinheiro e me visitava uma vez ao mês. Com 9 anos passei a morar com a minha mãe, aos 13 voltei a morar com a minha avó, com 17 minha mãe me quis de novo e com 19 fui expulsa da casa da minha mãe pelo meu padastro que por sinal eu o chamo de pai. Não fui fácil pois fui um adolescente como qualquer outro (quem tem filhos nesta fase e conseguem perceber o que faziam naquela época sabe o que estou falando), nunca usei drogas, sempre tirei notas boas, me formei e com 19 anos de idade tinha horário para dormir, tive limites! Mas engravidei usando uma pílula do dia seguinte, tive meu filho de forma não planejada. Vivo com o pai do meu filho que hoje tem 5 anos muito bem, temos nossas diferenças é claro. Planejamos e tivemos nossa segunda filha.
Porque estou me expondo publicamente em cima desta decisão?
Para mostrar a vocês que filhos vindo de casamentos perfeitos são abandonados também e filhos vindo de casamentos "forçados" podem receber amor sim. Os filhos não tem culpa de terem nascido, não se pode culpar somente a mulher. Se o homem quis ter relação sexual com a mulher e a mulher com o homem ambos tem que ter ciência que o sexo não é somente fonte de prazer ele gera consequências. A mulher nem sempre planeja ter o filho, ele vem, não acidentalmente, mas de uma maneira inconscientemente planejada. O filho por sua vez, não tem culpa da irresponsabilidade dos pais. Se ele veio e os pais são incapazes de amá-lo os mesmos devem colocar os filhos para adoção pois existem pais que geram filhos por anos no coração e ficam anos em filas de adoção!

Não acho certo a decisão no valor de 5 mil reais, pois esse valor não dá nem para pagar o leite, os remédios e as fraldas que o filho gasta no primeiro momento de vida. A pena para abandono afetivo deveria ser 20 anos de cadeia no mínimo e nem assim curaria a dor que uma criança sente de não ter o pai ou a mãe por perto. Com essa pena os "adultos" iriam pensar muito antes de ter qualquer tipo de relação sexual sem a proteção devida por mero prazer.
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